domingo, 19 de maio de 2013

Esplendicidade

Então, meus senhores, não devemos deixar ir embora a esplendicidade que vemos nas coisas, em nenhuma situação, mesmo que você entre em sua casa e encontre sua mulher reclamando sobre o creme barato que você comprara, com duas rodelas de pepino na cara sem ao menos saber pra qual direção apontar ao te xingar. Respire, pare e olhe para aquela dondoca verde na sua frente e enxergue a esplendicidade: Uma bela mulher, a qual você derramou suor para arrancar-lhe o primeiro sorriso, o primeiro beijo... Mulher que ajudou a construir sua vida, mãe de seus filhos, aquela que te da beijinhos no ombro todos os dias antes de dormir. Uma mulher que por te amar, se estressa com a idade chegando, que traz um medo de te perder ou de você não a olhar com os mesmos olhos que olhara quando ela não te dava bola na faculdade.
Então, meus caríssimos cavalheiros, enxergai tuas vidas com esta esplendicidade e seu coração não se angustiará, não se enraivecerá e mesmo nos últimos segundos da sua vida não se amargará.
E vivam a vida mais bela e mais feliz.
Estão liberados.

sábado, 11 de maio de 2013

A Dança

E se pudéssemos escrever enquanto dançamos? Se formariam uma alegoria de textos aleatórios, sem sentido, que, quem sabe, uma ou duas pessoas no mundo entenderiam aquele sentimento único e mesmo assim incompletamente. Queria poder dançar enquanto escreveria cada minuto do meu dia, queria um imenso caderno onde eu conseguisse relatar, em um flash, todos os sentimentos que eu já senti, todos os êxtases e depressões, as loucuras e constatações.