Só pode ser burrice, passo meses escrevendo sobre coisas que me causavam angústia, meus problemas... e quando as coisas começam a melhorar não falo nada. Me vem na cabeça de escrever novamente quando estou gripada e carente, por ter afastado um pouco do namorado.
É ridículo, tudo que quero compartilhar são as coisas ruins, quando o que na verdade eu deveria compartilhar são as boas, e guardar as ruins no coração. Se eu tivesse certeza que eu conseguiria não faria ninguém se incomodar, nunca, com os meus sentimentos. Seria uma luz quando estivesse feliz, e não faria uma mínima sombra quando estivesse triste.
Se os momentos tristes passam, por que compartilhar com as pessoas? Por que querer fazer com que o outro tenha uma amostra do que você está passando? Não faria diferença nenhuma uma tristeza passar em branco do que espalhada a todos.
Agora, uma alegria pode inibir a tristeza oculta do outro, você pode fazer bem a alguém sem querer, e muitas vezes não compartilhamos, não soltamos uma faísca sequer.
Por que o coração humano é tão fraco? Por que somos tão inseguros e necessitados de atenção? Não somos capazes de suportar sozinhos nossos debates intrapessoais? Somos orgulhosos suficientes para ansearmos uma felicidade exclusiva?
Me prometo voltar aqui um dia, e falar de algo bom.
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É a primeira coisa que quero ver de novo ao acordar.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Julho
Julho, Julho, Julho... passou em branco em pensamentos.
Tanto tempo pra escrever, tanto tempo pra pensar. Só vou amansar meus sentimentos quando por a cabeça no lugar.
Quem sabe agora em Novembro.
Tanto tempo pra escrever, tanto tempo pra pensar. Só vou amansar meus sentimentos quando por a cabeça no lugar.
Quem sabe agora em Novembro.
domingo, 30 de junho de 2013
Não ver o dia passar
Estou sentada na sala, compramos um vinho gostosinho, um de barbera, mais ácido, não é pra ser um dia doce e romântico exatamente. É bom que podemos acompanhar com algumas sobremesas, mas o mais importante é que tomemos a garrafa inteira e não vemos o dia passar.
Tomar um vinho pode relaxar essa vontade de dar um trato, me vem na cabeça aquela luz clara, mas suave, de 2:00 da tarde, sentindo a cama massagear e de molho em creme.
Se eu soubesse que hoje estaria tão fresco teria sugerido de irmos no parque. É tão bom quando o sol está à vista, mas fraco, estirar um lençol bem grande e ficar deitado vendo o dia passar.
Acho que preciso mesmo ver o dia passar.
Quando a gente deixa de ver o dia passar, mudamos nossos hábitos, essas semanas fico esperando ansiosamente que chegue sexta-feira para poder ver o dia passar, aí eu lembro que não posso e acabo vendo outras coisas.
Só ontem fui perceber que meu pai tinha podado o pé de acerola, odeio quando ele corta os galhos mais grossos, ele não tem noção nenhuma de paisagismo quando faz esse tipo de coisa. Do jeito que ele cortou a planta só vai crescer de um lado e vai ficar esquisita. O Rachide concordou comigo, ele sempre me acompanha quando eu tiro um tempo para ver o dia passar, é uma companhia mútua, concordada. Acho que ele está sentido falta desses momentos, a cada dia que passa ele fica mais ansioso quando eu chego em casa à noite. Essa semana eu chorei de dó dele.
Tenho que lembrar de ter um bichinho de estimação na minha casa só se eu tiver tempo pra dar atenção a ele.
Estou triste também, porque não lembro mais de todas as coisas que eu quero fazer, perder esse desejo me preocupa muito. Estou deixando as coisas passarem, não estou reagindo a estímulos.
Mas não interessa, as coisas devem ser feitas da maneira certa.
Tenho medo de transformar minha vida numa mentira.
Queria me decidir logo se as coisas estão ruins ou boas, é terrível essa oscilação de humor que a gente passa, eu fico desorientada. Fico triste, fico feliz. Não quero que meu estado de espírito seja definido pelo que ocorre no meu dia ou por qualquer outro motivo, quero que ele seja fixo e mantido por mim mesma.
Nossa, já são 10 horas, preciso arrumar o cabelo ainda.
Acabou que eu nem vi o tempo passar.
domingo, 9 de junho de 2013
Something inside you is crying, and driving you on.
É a primeira coisa que quero ver de novo ao acordar.
Semana, passe rápido
Quero meu fim de semana de volta, fim de semana de sentar e relaxar, fim de semana de ver filme na TV a cabo e de ver o dia clarear. Pra onde foi minha paz? Paz azul de dia brando, vento fresco entrando, que paz que o vento faz!
Pra onde foi o passarinho, que piruetas fazia no ar? Foi-se embora de fininho, sem um mapa me deixar? Onde está meus 10 minutinhos? Que eu tirava pra pensar, no tanto que a vida é linda, e o quanto é pequeno o meu lugar.
A beleza foi embora, não consigo respirar. Já não vejo o dia claro, já não paro pra sonhar.
Será que o sonho se acabou? Será que a realidade se revelou? Será que a paz que eu guardava era apenas fachada? Ou minha felicidade era nada.
Um dia ruim vinha, e eu pensava que iria embora, e ia. Segundas-feiras agora são infinitas, e eu ansiosa pra semana passar rápido, vejo é que junto com as semanas, minha vida vai indo embora.
Volte, por favor.
Pra onde foi o passarinho, que piruetas fazia no ar? Foi-se embora de fininho, sem um mapa me deixar? Onde está meus 10 minutinhos? Que eu tirava pra pensar, no tanto que a vida é linda, e o quanto é pequeno o meu lugar.
A beleza foi embora, não consigo respirar. Já não vejo o dia claro, já não paro pra sonhar.
Será que o sonho se acabou? Será que a realidade se revelou? Será que a paz que eu guardava era apenas fachada? Ou minha felicidade era nada.
Um dia ruim vinha, e eu pensava que iria embora, e ia. Segundas-feiras agora são infinitas, e eu ansiosa pra semana passar rápido, vejo é que junto com as semanas, minha vida vai indo embora.
Volte, por favor.
domingo, 19 de maio de 2013
Esplendicidade
Então, meus senhores, não devemos deixar ir embora a esplendicidade que vemos nas coisas, em nenhuma situação, mesmo que você entre em sua casa e encontre sua mulher reclamando sobre o creme barato que você comprara, com duas rodelas de pepino na cara sem ao menos saber pra qual direção apontar ao te xingar. Respire, pare e olhe para aquela dondoca verde na sua frente e enxergue a esplendicidade: Uma bela mulher, a qual você derramou suor para arrancar-lhe o primeiro sorriso, o primeiro beijo... Mulher que ajudou a construir sua vida, mãe de seus filhos, aquela que te da beijinhos no ombro todos os dias antes de dormir. Uma mulher que por te amar, se estressa com a idade chegando, que traz um medo de te perder ou de você não a olhar com os mesmos olhos que olhara quando ela não te dava bola na faculdade.
Então, meus caríssimos cavalheiros, enxergai tuas vidas com esta esplendicidade e seu coração não se angustiará, não se enraivecerá e mesmo nos últimos segundos da sua vida não se amargará.
E vivam a vida mais bela e mais feliz.
Estão liberados.
sábado, 11 de maio de 2013
A Dança
E se pudéssemos escrever enquanto dançamos? Se formariam uma alegoria de textos aleatórios, sem sentido, que, quem sabe, uma ou duas pessoas no mundo entenderiam aquele sentimento único e mesmo assim incompletamente. Queria poder dançar enquanto escreveria cada minuto do meu dia, queria um imenso caderno onde eu conseguisse relatar, em um flash, todos os sentimentos que eu já senti, todos os êxtases e depressões, as loucuras e constatações.
sábado, 16 de março de 2013
29 dias
Sabe o que eu queria fazer no meu aniversário? Ir pra cabana de madeira.
Sabe? Tirar o fim de semana assim, ir pra lá sexta a noite depois do cursinho, passando no supermercado antes e comprar sopa instantânea e chá matte. Pegar uns livros e um pendrive com umas músicas medievais, uns souls.
Chegando lá de madrugada eu daria uma limpeza, deixaria tudo bonitinho e assistiria algum filminho até pegar no sono.
No Sábado de manhã eu acordaria umas 11 horas, só ouviria o som do vento mesmo, em privacidade total, sozinha, talvez eu levaria o Rachide pra esquentar meu pé.
Poxa, Rachide, sopa, chá... meu aniversário ta na virada do verão pro outono, pra começar eu deveria ter nascido em Julho não? Imagina só se a cabana ainda fosse num lugar alto, sei lá, naquelas bandas de Ouro Preto, que delícia a ventania.
Mas eu ia lá pra fora, na varandinha, já com o chá pronto e ler meu livrinho, colocar as ideias no lugar, mas bem rápido, porque depois eu já ia fazer macarrão com queijo beeem gorduroso para comer. Eu ia ficar horas olhando pro mato, pro nada, pensando em nada, com o lado direito do cérebro completamente desativado.
Ia ficar fazendo isso, esse nada. Desaparecer de mim e de todos.
Ia voltar só no Domingo de manhã, chegar na hora do almoço em casa pra poder comer com a família pra não parecer que sumi, assim, estranhamente.
Sabe? Estou com saudade da libélula que mora na cabana, é a minha libélula favorita das 3. Uma é facilmente quebrável e muito temporária, passageira, não dá pra aproveitar. A outra é boa também, mas não tenho condições de manter ela agora, acho que ela não anda combinando comigo.
Mas pensa só, a libélula da cabana é a que eu mais gosto, e é a que as pessoas menos conhecem, eu sempre estou bem quando ela está comigo, é um estado de espírito quase intocável, e ela simplesmente foi embora, por medo da maneira em que eu estou agora. Estou com tanta saudades dela, pensa só, já namoro a mais de um ano e meu namorado nem chegou a ver uma beiradinha dela. Ela sempre estava comigo, sem precedentes, agora eu preciso de imaginar um fim de semana numa cabana pra me lembrar dela.
Será que é por isso que estou andando triste? Nesse vai e vem de estar bem ou estar pra baixo? É a sobre carregação de uma libélula que não suporta o dia-a-dia?
Não quero mais ficar absorvendo humor e personalidades de outras pessoas, isso só me prejudica, por isso que acho que estou com esse sentimento de isolamento, já basta aguentar meus pensamentos...
Já to falando demais, estava me deliciando com a minha imagem do fim de semana na cabana, e agora já estou reclamando das coisas.
Sabe? Tirar o fim de semana assim, ir pra lá sexta a noite depois do cursinho, passando no supermercado antes e comprar sopa instantânea e chá matte. Pegar uns livros e um pendrive com umas músicas medievais, uns souls.
Chegando lá de madrugada eu daria uma limpeza, deixaria tudo bonitinho e assistiria algum filminho até pegar no sono.
No Sábado de manhã eu acordaria umas 11 horas, só ouviria o som do vento mesmo, em privacidade total, sozinha, talvez eu levaria o Rachide pra esquentar meu pé.
Poxa, Rachide, sopa, chá... meu aniversário ta na virada do verão pro outono, pra começar eu deveria ter nascido em Julho não? Imagina só se a cabana ainda fosse num lugar alto, sei lá, naquelas bandas de Ouro Preto, que delícia a ventania.
Mas eu ia lá pra fora, na varandinha, já com o chá pronto e ler meu livrinho, colocar as ideias no lugar, mas bem rápido, porque depois eu já ia fazer macarrão com queijo beeem gorduroso para comer. Eu ia ficar horas olhando pro mato, pro nada, pensando em nada, com o lado direito do cérebro completamente desativado.
Ia ficar fazendo isso, esse nada. Desaparecer de mim e de todos.
Ia voltar só no Domingo de manhã, chegar na hora do almoço em casa pra poder comer com a família pra não parecer que sumi, assim, estranhamente.
Sabe? Estou com saudade da libélula que mora na cabana, é a minha libélula favorita das 3. Uma é facilmente quebrável e muito temporária, passageira, não dá pra aproveitar. A outra é boa também, mas não tenho condições de manter ela agora, acho que ela não anda combinando comigo.
Mas pensa só, a libélula da cabana é a que eu mais gosto, e é a que as pessoas menos conhecem, eu sempre estou bem quando ela está comigo, é um estado de espírito quase intocável, e ela simplesmente foi embora, por medo da maneira em que eu estou agora. Estou com tanta saudades dela, pensa só, já namoro a mais de um ano e meu namorado nem chegou a ver uma beiradinha dela. Ela sempre estava comigo, sem precedentes, agora eu preciso de imaginar um fim de semana numa cabana pra me lembrar dela.
Será que é por isso que estou andando triste? Nesse vai e vem de estar bem ou estar pra baixo? É a sobre carregação de uma libélula que não suporta o dia-a-dia?
Não quero mais ficar absorvendo humor e personalidades de outras pessoas, isso só me prejudica, por isso que acho que estou com esse sentimento de isolamento, já basta aguentar meus pensamentos...
Já to falando demais, estava me deliciando com a minha imagem do fim de semana na cabana, e agora já estou reclamando das coisas.
quarta-feira, 13 de março de 2013
O dia do novo Papa
Hoje aconteceu comigo uma coisa que não acontecia há um tempo. Mas dessa vez veio muito forte, e tocou meu coração de tal forma que eu não conseguia conter minha alegria.
Não sei dizer quantas pessoas estavam comigo, na expectativa de ver a fumaça branca sair da chaminé, e de ver quem seria o novo Papa, mas sei que eram muitas pessoas, parte considerável da sociedade.
Mas sei dizer que quando eu vi a fumaça, me senti feliz, e quando eu ví o anunciamento do Papa na sacada, eu senti aquilo que não senti a algum tempo, me senti cristã. Me senti em comunhão profunda com Deus num compartilhamento de alegria fraterna com tantas pessoas do mundo.
Saí do trabalho, rindo, surpresa, pensando no que essa escolha poderia acarretar. Não consegui pensar em ir a outro lugar a não ser a Igreja de Lourdes, atrás de onde trabalho, e simplesmente orar.
Fui com os passos apressados e ao entrar na igreja fui me acalmando, me dirigindo lentamente ao altar, e me ajoelhei.
A euforia que eu estava a poucos momentos atrás se transformou em oração, pedi, de verdade e do fundo do meu coração, que Deus abençoasse este homem que agora comandará a Igreja.
Mas o que me tocou, foi aquele desespero que veio a tona naquele momento, não consegui conter as lágrimas. Era como se todos aqueles problemas que vemos no mundo e ignoramos, ou tentamos não sofrer com eles, possuíssem seu coração de uma vez só. Pensei em guerra, em fome, em pessoas excluídas da sociedade, em violência, isso tudo que vemos todos os dias. Não consigo parar de chorar até agora. Quase que como uma mensagem telepática, supliquei para este homem, que ele faça tudo o que pode e não pode para mudar o máximo de problemas que o mundo tem, fazer o que está além do alcance dele! Deus, por favor, abençoe este homem, abençoe todos aqueles que comandam a sociedade de alguma forma, políticos, empresários, midiáticos, religiosos... abençoe a integridade espiritual de cada indivíduo.
Em momentos como este tenho certeza da minha fé. Deve ser por isso que a Igreja foi criada.
Eu te amo meu Deus.
Não sei dizer quantas pessoas estavam comigo, na expectativa de ver a fumaça branca sair da chaminé, e de ver quem seria o novo Papa, mas sei que eram muitas pessoas, parte considerável da sociedade.
Mas sei dizer que quando eu vi a fumaça, me senti feliz, e quando eu ví o anunciamento do Papa na sacada, eu senti aquilo que não senti a algum tempo, me senti cristã. Me senti em comunhão profunda com Deus num compartilhamento de alegria fraterna com tantas pessoas do mundo.
Saí do trabalho, rindo, surpresa, pensando no que essa escolha poderia acarretar. Não consegui pensar em ir a outro lugar a não ser a Igreja de Lourdes, atrás de onde trabalho, e simplesmente orar.
Fui com os passos apressados e ao entrar na igreja fui me acalmando, me dirigindo lentamente ao altar, e me ajoelhei.
A euforia que eu estava a poucos momentos atrás se transformou em oração, pedi, de verdade e do fundo do meu coração, que Deus abençoasse este homem que agora comandará a Igreja.
Mas o que me tocou, foi aquele desespero que veio a tona naquele momento, não consegui conter as lágrimas. Era como se todos aqueles problemas que vemos no mundo e ignoramos, ou tentamos não sofrer com eles, possuíssem seu coração de uma vez só. Pensei em guerra, em fome, em pessoas excluídas da sociedade, em violência, isso tudo que vemos todos os dias. Não consigo parar de chorar até agora. Quase que como uma mensagem telepática, supliquei para este homem, que ele faça tudo o que pode e não pode para mudar o máximo de problemas que o mundo tem, fazer o que está além do alcance dele! Deus, por favor, abençoe este homem, abençoe todos aqueles que comandam a sociedade de alguma forma, políticos, empresários, midiáticos, religiosos... abençoe a integridade espiritual de cada indivíduo.
Em momentos como este tenho certeza da minha fé. Deve ser por isso que a Igreja foi criada.
Eu te amo meu Deus.
domingo, 3 de março de 2013
Mimimi de Guria de 17 aninhos
O que será que falta? O que será que eu quero?
Será que eu devo ousar numa tentativa errante de buscar preenchimento?
ou devo seguir o reto aguardando o meu momento?
Me desligar do que me prende, fazer uma loucura sequer na vida? Meu Deus! Eu nunca fiz nada louco, nunca senti o sangue subir fervoroso na emoção de uma adrenalina pelo meu pescoço.
O mais ousada que eu já fui foi dizer a verdade. O mais perto de novidade que eu cheguei foi uma tarde que de frutos só me engordou bastante.
Não corri atrás do que eu queria, poderia ter feito francês, italiano, dança de salão... poderia ter aprendido teoria da música para tocar meu teclado quando quisesse me distrair.
Eu podia ser tudo! O céu era o limite, bastava eu querer que era ir lá e fazer. Não tinha tempo feio, não tinha preocupação, a vida era calma e a rotina aberta. Hoje eu penso, e na minha cabeça só vem os "Por quês".
Eu podia ser tudo! O céu era o limite, bastava eu querer que era ir lá e fazer. Não tinha tempo feio, não tinha preocupação, a vida era calma e a rotina aberta. Hoje eu penso, e na minha cabeça só vem os "Por quês".
Por que minha mãe não me acordou naquela quarta feira quando eu tinha 5 anos? Eu poderia ter voltado lá.
Por que em vez de tirar onda com aquela carta, não fui lá e corri atrás do que ela estava me propondo?
Por que eu guardei o cartão da Fernanda por tanto tempo e vendo ela todos os sábados na catequese.
Por que eu não fui contra a minha mãe, e continuei a fazer flexão no meio daqueles moleques?
Por que deixei de declarar paixonite tantas vezes?
Por que não saí de casa nenhum domingo de manhã?
Por que não fui eu mesma quando eu pude?
Por que não fui na casa da Júlia quando ela falou comigo depois de um ano?
Por que não ousei em três semanas?
Por que não detonei nenhum coração?
Por que aceitei só ficar?
Por que acreditei que já era tarde pra mudar?
Por que parei em três meses?
Por que nunca completei 1 ano com Kitty?
Por que sempre me contentei em ser engraçada, e apenas ver que as pessoas se sentem bem perto de mim?
Agora que tudo isso já passou, me vem aquela vontade de tentar recuperar tudo que eu deixei de fazer, mas ai eu paro e vejo que o tempo passou, que não há mais tempo, que eu já cresci e já tenho outras coisas "mais importantes" pra me preocupar, não dá mais tempo pra brincadeiras, pra hobbies e que a minha obrigação agora é correr, correr pra conseguir algo que eu nem sei se é o que eu quero. Tenho que fazer algo normal, rotineiro, que não me da fascinação nenhuma apenas pra começar a juntar dinheiro, dar um start na "vida".
O máximo que eu vou chegar perto do que eu queria é talvez o limitado quando eu me aposentar.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Eu mesminha
Meu eu... Você já parou pra pensar que você tem um você? Vai além de você, é o seu espírito ou qualquer coisa que se compare, é o seu coração. Meio confuso, mas hoje no caminhando até em casa vim pensando nisso enquanto ouvia Protect Your Own - Current Swell. Você tem um estado que nunca consegue sair, seu estado natural, assim como a água em seu estado natural é líquida, tem um estado que eu fico na maioria dos meus dias. É uma coisa que nem se você quiser conseguirá mudar, do mesmo jeito que ninguém nunca vai conseguir mudar o estado natural da água, é aquele alí e pronto.
O problema disso no coração humano é que estes estados vão além de algo tão simples como a água. Existem diversos tipos de pessoas, e muito desses estados são ruins para o bem estar das mesmas. Muita gente é depressiva naturalmente, tem gente que tem o coração inquieto, tem gente ansiosa, pensadora, viajante, desligada, triste dentre outros.
Esse assunto todo veio na minha cabeça depois que conversei sobre muitas coisas com o meu homem, e ele me disse que eu não podia ficar triste, pois eu era uma pessoa feliz naturalmente, que tem gente que não consegue ser feliz.
Poxa, que bom! Parei e pensei e fez muito sentido, tudo tá bom, tudo tá lindo sempre, as pessoas tão de cara emburrada e eu não consigo entender porque uma pessoa se incomoda tanto com algo que nem faria cosquinha em mim (no sentido emocional, claro, hahaha).
O foda é que ultimamente isso ficou difícil de manter, e eu acabei esquecendo desse meu espírito. Mas aí hoje ele começou a espernear no meu coração querendo sair, e eu acordei com ele explodindo minha casca momentânea. Ele não me deixava dormir, queria me acordar pra mostrar que eu estava sendo corrompida. E meu coração gosta muito de mim pra deixar isso acontecer.
Assim eu acordei como se tivesse dormido muito mais, o tempo em pé no ônibus pareceu-me rápido, a música saindo do meu IPod entrava mais fácil na minha cabeça, me distraia.. O beijinho do meu namorado de manhã foi mais macio, mais gostoso, deu vontade de abraçar, dar umas mordidas. O café estava mais doce, a cadeira do escritório girava mais fácil, eu gostei do que estava fazendo, mesmo sem entender direito... até canjiquinha no almoço teve. Parece que quando estou bem, eu contamino o universo, e ele conspira ao meu favor.
É tão bom ser eu, cheia de chorinhos, de emoção, de vida! Rir de piadas ruins, ser meio boba, conseguir curtir as coisas simples, enxergar cada dia como um dia especial.
Não vai ser nada nem ninguém que vai tirar isso de mim, vou fazer de tudo pra manter meu espírito sempre em auge.
O problema disso no coração humano é que estes estados vão além de algo tão simples como a água. Existem diversos tipos de pessoas, e muito desses estados são ruins para o bem estar das mesmas. Muita gente é depressiva naturalmente, tem gente que tem o coração inquieto, tem gente ansiosa, pensadora, viajante, desligada, triste dentre outros.
Esse assunto todo veio na minha cabeça depois que conversei sobre muitas coisas com o meu homem, e ele me disse que eu não podia ficar triste, pois eu era uma pessoa feliz naturalmente, que tem gente que não consegue ser feliz.
Poxa, que bom! Parei e pensei e fez muito sentido, tudo tá bom, tudo tá lindo sempre, as pessoas tão de cara emburrada e eu não consigo entender porque uma pessoa se incomoda tanto com algo que nem faria cosquinha em mim (no sentido emocional, claro, hahaha).
O foda é que ultimamente isso ficou difícil de manter, e eu acabei esquecendo desse meu espírito. Mas aí hoje ele começou a espernear no meu coração querendo sair, e eu acordei com ele explodindo minha casca momentânea. Ele não me deixava dormir, queria me acordar pra mostrar que eu estava sendo corrompida. E meu coração gosta muito de mim pra deixar isso acontecer.
Assim eu acordei como se tivesse dormido muito mais, o tempo em pé no ônibus pareceu-me rápido, a música saindo do meu IPod entrava mais fácil na minha cabeça, me distraia.. O beijinho do meu namorado de manhã foi mais macio, mais gostoso, deu vontade de abraçar, dar umas mordidas. O café estava mais doce, a cadeira do escritório girava mais fácil, eu gostei do que estava fazendo, mesmo sem entender direito... até canjiquinha no almoço teve. Parece que quando estou bem, eu contamino o universo, e ele conspira ao meu favor.
É tão bom ser eu, cheia de chorinhos, de emoção, de vida! Rir de piadas ruins, ser meio boba, conseguir curtir as coisas simples, enxergar cada dia como um dia especial.
Não vai ser nada nem ninguém que vai tirar isso de mim, vou fazer de tudo pra manter meu espírito sempre em auge.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Bando de Loucos
"Aquela pancada doeu bastante", pensou Rafa quando acordou e lembrou que bateu a cabeça numa árvore do parque central enquanto corria atras da sua pipa. Levantava ainda meio tonta e decidiu que aquela pipa já era, e que iria comprar uma outra na entrada do parque. Foi caminhando, o parque estava um pouco diferente, as pessoas estavam com roupas diferentes e havia mais piqueniques em família do que o normal. Também havia mais cachorros que o normal e, perto do lago, jovens cantavam em uma dança que lembrava as tradicionais quadrilhas holandesas. Pareciam todos muito felizes.
Quando chegou na entrada do parque, procurou com os olhos o pivete que vendia os papagaios. Estranhamente ele não se encontrava no lugar de sempre, mas perto dali avistou um senhor rodeado de crianças com pipas, "deve ser outro vendedor", pensou.
Se aproximou dele e perguntou, já enfiando a mão no bolso fundo na jardineira dos eu vestidinho florido:
_ Quanto é?
_ O que?
_ O papagaio.
_ Não entendi, garotinha.
Estranho era a expressão de profunda dúvida que o senhor fazia, ele não estava tirando um sarro dela ou algo assim, mas Rafa insistiu:
_ Olha, eu tenho 1 real, pois o troco é para a volta do ônibus, então você pode fazer a 1 real pra mim? Por favor?
Foi entregando o dinheiro para o senhor que permanecia com a mesma expressão de antes da fala.
_ Queridinha, o que é esse pedaço de papel que você está me dando? É um papagaio que você quer? Tome um, pode ser o rosa?
Ela pegou o papagaio, sem entender aquele velho, que com certeza estava caduco.
_ E tome também esse desenho estranho.
Rafa achou aquilo engraçado, o homem era realmente louco. Resolveu que levaria seu presente para casa, o parque não tinha mais graça naquela hora.
O ônibus parou com o seu sinal, e ao entrar nele Rafa percebeu que este não tinha catraca, nem trocador, ficou esperando um pouco na porta sem saber o que fazer, pra onde ir. Até que o motorista, achando graça, interrompeu seu profundo estado de confusão.
_ Ei, menina. Você tem timidez com estranhos? Hahaha! Que bobagem, vá e sente-se em algum banco, não fique em pé aí igual boba.
Ela deu uma risadinha para ser simpática, mas ainda sim sem entender, sentou-se e foi pensando. "Ah, deve ser igual os suplementares que o motorista recolhe a passagem na saída". Satisfeita com a sua constatação, continuou a viagem apenas observando a rua.
Ela se sentia diferente, a cidade estava estranha, parecia que faltava alguma coisa, estava incompleta, como se algo realmente tivesse mudado.
Um rapaz pediu licença e sentou-se do seu lado, já conversando:
_ Licença, oh, que belo vestidinho você tem, onde conseguiu? Arrumarei um para a minha noiva.
_ Ah, eu comprei numa lojinha do primeiro andar no shopping, mas não me lembro o nome.
_ Comprei?
_ É.
_ Desculpa, mas não entendi. O que é comprei?
_ Hã? Como assim? Comprei, do verbo comprar.
_ Não conhecia este verbo, que menina mais culta! É algo relacionado a costura ou alguma técnica?
Por sorte o ponto de Rafa estava chegando, ela evitou o assunto e pediu licença para descer. Procurou a cordinha do sinal e não tinha, muito menos os botões com a mesma funcionalidade. Ficou um pouco nervosa procurando até que intuitivamente se dirigiu ao motorista.
_ Você pode parar nesse ponto pra mim?
_ Claro! Tenha um bom dia, garotinha tímida.
Ela estendeu o dinheiro contado da passagem para o homem, que olhou confuso para a sua mão. Acabou pegando aquilo e agradeceu a menina com um sorriso.
Quando chegou na entrada do parque, procurou com os olhos o pivete que vendia os papagaios. Estranhamente ele não se encontrava no lugar de sempre, mas perto dali avistou um senhor rodeado de crianças com pipas, "deve ser outro vendedor", pensou.
Se aproximou dele e perguntou, já enfiando a mão no bolso fundo na jardineira dos eu vestidinho florido:
_ Quanto é?
_ O que?
_ O papagaio.
_ Não entendi, garotinha.
Estranho era a expressão de profunda dúvida que o senhor fazia, ele não estava tirando um sarro dela ou algo assim, mas Rafa insistiu:
_ Olha, eu tenho 1 real, pois o troco é para a volta do ônibus, então você pode fazer a 1 real pra mim? Por favor?
Foi entregando o dinheiro para o senhor que permanecia com a mesma expressão de antes da fala.
_ Queridinha, o que é esse pedaço de papel que você está me dando? É um papagaio que você quer? Tome um, pode ser o rosa?
Ela pegou o papagaio, sem entender aquele velho, que com certeza estava caduco.
_ E tome também esse desenho estranho.
Rafa achou aquilo engraçado, o homem era realmente louco. Resolveu que levaria seu presente para casa, o parque não tinha mais graça naquela hora.
O ônibus parou com o seu sinal, e ao entrar nele Rafa percebeu que este não tinha catraca, nem trocador, ficou esperando um pouco na porta sem saber o que fazer, pra onde ir. Até que o motorista, achando graça, interrompeu seu profundo estado de confusão.
_ Ei, menina. Você tem timidez com estranhos? Hahaha! Que bobagem, vá e sente-se em algum banco, não fique em pé aí igual boba.
Ela deu uma risadinha para ser simpática, mas ainda sim sem entender, sentou-se e foi pensando. "Ah, deve ser igual os suplementares que o motorista recolhe a passagem na saída". Satisfeita com a sua constatação, continuou a viagem apenas observando a rua.
Ela se sentia diferente, a cidade estava estranha, parecia que faltava alguma coisa, estava incompleta, como se algo realmente tivesse mudado.
Um rapaz pediu licença e sentou-se do seu lado, já conversando:
_ Licença, oh, que belo vestidinho você tem, onde conseguiu? Arrumarei um para a minha noiva.
_ Ah, eu comprei numa lojinha do primeiro andar no shopping, mas não me lembro o nome.
_ Comprei?
_ É.
_ Desculpa, mas não entendi. O que é comprei?
_ Hã? Como assim? Comprei, do verbo comprar.
_ Não conhecia este verbo, que menina mais culta! É algo relacionado a costura ou alguma técnica?
Por sorte o ponto de Rafa estava chegando, ela evitou o assunto e pediu licença para descer. Procurou a cordinha do sinal e não tinha, muito menos os botões com a mesma funcionalidade. Ficou um pouco nervosa procurando até que intuitivamente se dirigiu ao motorista.
_ Você pode parar nesse ponto pra mim?
_ Claro! Tenha um bom dia, garotinha tímida.
Ela estendeu o dinheiro contado da passagem para o homem, que olhou confuso para a sua mão. Acabou pegando aquilo e agradeceu a menina com um sorriso.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
2013 Stinks ...
Não tenho nada pra falar mas to pensando em algumas coisas.
Será que eu vou aguentar esse ano, será que eu vou cumprir minhas metas ou só vai ser mais um ano avulso da minha vida?
Toma vergonha na cara Luiza e para de comer 2kg de manteiga com pão todo dia, não chega mais perto de um refri nem nada. Faz a tua academia e foda-se o horário, melhor não conseguir uma coisa por não ter dado conta do que por não ter tentado.
E caralho, busque o que você quer, se as coisas não darem certo, não hesite em sair e procurar aquilo que vai te gratificar.
Não esqueça de se divertir, cobre mais, vá nos lugares que você queira ir, não fique em casa vendo série na internet. Faça o que você sempre teve vontade de fazer, se vire! Não fique sentada no sofá num dia de Domingo.
Sei lá vei, por que que todo o início de ano é tão esquisito? Acho que tenho essa impressão porque o ano não começa da forma como eu esperava, e eu acho que as coisas melhoram por que eu me acomodo e contento com isso mesmo.
Poxa, eu nunca tive o que eu quero, as melhores e mais importantes coisas que eu tenho na vida eu não planejei. Por que que nada que eu planejo eu consigo fazer? Me falta coragem? Acho que eu vou tirar a iniciativa do meu perfil...
Será que eu vou aguentar esse ano, será que eu vou cumprir minhas metas ou só vai ser mais um ano avulso da minha vida?
Toma vergonha na cara Luiza e para de comer 2kg de manteiga com pão todo dia, não chega mais perto de um refri nem nada. Faz a tua academia e foda-se o horário, melhor não conseguir uma coisa por não ter dado conta do que por não ter tentado.
E caralho, busque o que você quer, se as coisas não darem certo, não hesite em sair e procurar aquilo que vai te gratificar.
Não esqueça de se divertir, cobre mais, vá nos lugares que você queira ir, não fique em casa vendo série na internet. Faça o que você sempre teve vontade de fazer, se vire! Não fique sentada no sofá num dia de Domingo.
Sei lá vei, por que que todo o início de ano é tão esquisito? Acho que tenho essa impressão porque o ano não começa da forma como eu esperava, e eu acho que as coisas melhoram por que eu me acomodo e contento com isso mesmo.
Poxa, eu nunca tive o que eu quero, as melhores e mais importantes coisas que eu tenho na vida eu não planejei. Por que que nada que eu planejo eu consigo fazer? Me falta coragem? Acho que eu vou tirar a iniciativa do meu perfil...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Vitamina de Mamão
Hoje desci no meio do caminho do ônibus, e encontrei com o meu pai, a chuva estava forte e o ônibus estava cheio, era melhor eu descer ali enquanto dava para andar com o guarda chuva.
Atravessamos aquela avenida, sabe? Aquela, super nostálgica para mim, que tinha um lojinha, tipo uma papelaria, que eu sonhava com os papeis de carta perfumados que tinha lá.
Insistia tanto que um dia minha mãe parou o carro e comprou alguns para mim. Eu fiquei tão feliz naquele dia, com uma coisa tão boba.
Hoje aconteceu a mesma coisa, a chuva já estava quase no fim, fina e singela, naquele ponto em que as pequenas gotículas que caem do céu começam a brilhar como estrelas amareladas. O carro estava rápido, e repentinamente senti entre o vento que entrava pelas janelas abertas um cheiro que eu costumava sentir muito na minha infância, de vitamina de mamão.
Eu tinha certeza, é um cheiro que eu não haveria de confundir, e ele permanecia por boa parte da avenida, sem cessar, não entendia, não fazia sentido aquele lugar estar cheirando a vitamina de mamão.
Essa falta de explicação me deixou alucinada, assim como aquele dia, naquela mesma avenida, quando fiquei feliz por uma coisa boba.
Atravessamos aquela avenida, sabe? Aquela, super nostálgica para mim, que tinha um lojinha, tipo uma papelaria, que eu sonhava com os papeis de carta perfumados que tinha lá.
Insistia tanto que um dia minha mãe parou o carro e comprou alguns para mim. Eu fiquei tão feliz naquele dia, com uma coisa tão boba.
Hoje aconteceu a mesma coisa, a chuva já estava quase no fim, fina e singela, naquele ponto em que as pequenas gotículas que caem do céu começam a brilhar como estrelas amareladas. O carro estava rápido, e repentinamente senti entre o vento que entrava pelas janelas abertas um cheiro que eu costumava sentir muito na minha infância, de vitamina de mamão.
Eu tinha certeza, é um cheiro que eu não haveria de confundir, e ele permanecia por boa parte da avenida, sem cessar, não entendia, não fazia sentido aquele lugar estar cheirando a vitamina de mamão.
Essa falta de explicação me deixou alucinada, assim como aquele dia, naquela mesma avenida, quando fiquei feliz por uma coisa boba.
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Cabana de Madeira (parcialmente inativo)
Nossas mentes são tão profundas, que apenas os sonhos podem resgatá-las.
"Como dizia sempre a minha mãe, para conhecermos realmente uma pessoa, temos que saber de que ela tem raiva"
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Alguém me disse que:
"Se acordármos todas as manhãs, e dármos um sorriso, o resto do dia será como aquele momento"
"Se acordármos todas as manhãs, e dármos um sorriso, o resto do dia será como aquele momento"

