terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Limitações

Então sempre limitados estamos, é esta a conclusão que eu tiro. Não falo do bloqueio mental quando nossos lábios travam perante a uma declaração, ou da escravidão à megera da preguiça quando desejamos realizar algo de importância em nossa vida. Falo da limitação que a própria vida nos impõe, aquela que nos impede de ter saído de casa e conhecido o homem da sua vida naquela festa, em que ficara estudando a noite inteira. Falo da limitação que a natureza colocou em nossas vidas, a mesma limitação que impede um casal de mulheres apaixonadas de terem um filho, é diferente da limitação da sociedade, que não oficializa o amor em cartório das mesmas.
Essa limitação cruel da natureza, do acaso e do destino, é o que eu tenho sentido mais raiva nos últimos meses, senão a vida inteira. Porque mesmo sabendo que ela não te impedirá de ser feliz, estará atrasando a sua vida, e impedindo que você adicione boas histórias, na sua caixinha de lembranças boas e aventuras.
É triste quando você vê uma oportunidade, mas você é limitado pelo cosmos a viver intensamente, mesmo feliz.

sábado, 1 de outubro de 2011

Estado Vegetativo

Chega um momento na nossa vida que entramos neste estado, pode ser apenas em uma atitude nossa, um dia, mas também pode ser por meses, anos ou até a vida inteira. Estou puxando mais para o lado da última opção.
Assim como você vai se reabilitar de uma droga, a primeira coisa que você deve fazer é adimitir e se reconhecer como um viciado, sem isso os passos seguintes não terão o efeito certo.
Bom, diferente do caso das drogas, reconhecer que você está vegetativo não é tão desesperador, mas é decepcionante. Os primeiros sintomas é quando você começa a comparar a sua vida com a vida dos outros, começa a enxergar a grama do vizinho mais verde e pior, tenta agir como as pessoas que você está comparando.
É aí que você começa a perceber que tem algo errado na sua vida, está faltando alguma coisa. Você tenta descobrir o que é, mas não consegue. Vai a igreja, se dedica aos estudos, trabalho e realização profissional, começa a fazer as aulas de pilates e a aprender aquele instrumento que você comprou a uns dez anos atrás, achando que ia levar a sério.
Ótimo, você fez já o que nem 20% da população faria, melhor, nem 5% da população estaria ao menos reconhecendo seu estado vegetativo, como eu disse acima.
Mas enfim, se isso resolveu o seu problema, muito bom, você está lendo isso a toa, mas se não, ah amigo, você está no mesmo barco que eu.
Sabe aquele barco que qualquer coisa que acontece você se agarra no mastro o mais forte que pode. Sobe no caralho todo dia e com a luneta, avista um barril e já sai gritando "terra à vista"? Nossa vida virou essa coisa de marujo, sem sentido, sem razão, seguindo ordem de um capitão e esperando que algo aconteça, o que não vai, pois estamos em um mar aberto sem nada à vista. O máximo que poderia acontecer é uma tempestade aparecer, virar o barco e todos morrerem. Nosso problema é que somos os marujos que adoram as lendas do mar, acreditamos na Deusa Calypso ou Poseidon, e estamos esperando que uma sereia de beleza estonteante apareca ao navio em alto mar, se apaixone por nós, e por conjuração do diabo, saia em forma humana das águas e viva conosco feliz para sempre.
O problema é que não vivemos essa metáfora toda, se vivêssemos até poderíamos mesmo ficar sonhando com a Lenda da Sereia da Praia, mas não estamos. Estamos sentados nas nossas cadeiras, em frente ao computador, checando emails, eu, escrevendo isto e você, lendo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Borboleta Urbana

Passeando pelas ruas de Belo Horizonte, estava preocupada em o sinal de pedestre abrir para atravessar a rua. O sinal abriu, atravessei e começei a andar na calçada do viaduto, este tinha a mesma altura que a copa das árvores no nível mais baixo do asfalto.
Esqueci a dor nos pés por andar aquele pedaço de caminho, esqueci para onde estava indo, e esqueci que queria tomar milkshake de limão quando ao ser enlaçada pelos braços de quem você ama, ví uma borboleta pousar ao meu lado, no alto da árvore, para secar as suas asas pois acabara de sair para conhecer o mundo.

sábado, 23 de abril de 2011

Não estou inspirada

Mas ainda sim quero escrever
Sobre os dias de ouro
Onde os belos amantes
Queriam sempre se ver


Tinha o Banco da praça
era um velho senhor
que viu muitas histórias
de graça e amor


Os peixes do rio
eram grandes sábios
sabiam os segredos dos homens
e de quem eles queriam os lábios


As margaridas do campo
doces e singelas
doavam sua pureza
para as mais belas donzelas


E as rosas, suas primas
firmavam os sentimentos
E você não deprimas
Faças dos tempos de ouro o seu momento.

- Luiza Pena

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Nostalgia

Presos no passado estão aqueles que prezam os bons costumes, aqueles que valorizam a história e que são conscientes de como o mundo funciona.
São aqueles que na personalidade ficaram marcados apenas os traços da infância, da família e da inocência observadora.
É na lembrança do beijo na bochecha de sua mãe lhe acordando para sair, é na lembrança da mousse que sua vó fez e é na lembrança se sorrisos, diferentes dentes e pessoas contentes que você vai descobrir uma coisa muito importante.