Chega um momento na nossa vida que entramos neste estado, pode ser apenas em uma atitude nossa, um dia, mas também pode ser por meses, anos ou até a vida inteira. Estou puxando mais para o lado da última opção.
Assim como você vai se reabilitar de uma droga, a primeira coisa que você deve fazer é adimitir e se reconhecer como um viciado, sem isso os passos seguintes não terão o efeito certo.
Bom, diferente do caso das drogas, reconhecer que você está vegetativo não é tão desesperador, mas é decepcionante. Os primeiros sintomas é quando você começa a comparar a sua vida com a vida dos outros, começa a enxergar a grama do vizinho mais verde e pior, tenta agir como as pessoas que você está comparando.
É aí que você começa a perceber que tem algo errado na sua vida, está faltando alguma coisa. Você tenta descobrir o que é, mas não consegue. Vai a igreja, se dedica aos estudos, trabalho e realização profissional, começa a fazer as aulas de pilates e a aprender aquele instrumento que você comprou a uns dez anos atrás, achando que ia levar a sério.
Ótimo, você fez já o que nem 20% da população faria, melhor, nem 5% da população estaria ao menos reconhecendo seu estado vegetativo, como eu disse acima.
Mas enfim, se isso resolveu o seu problema, muito bom, você está lendo isso a toa, mas se não, ah amigo, você está no mesmo barco que eu.
Sabe aquele barco que qualquer coisa que acontece você se agarra no mastro o mais forte que pode. Sobe no caralho todo dia e com a luneta, avista um barril e já sai gritando "terra à vista"? Nossa vida virou essa coisa de marujo, sem sentido, sem razão, seguindo ordem de um capitão e esperando que algo aconteça, o que não vai, pois estamos em um mar aberto sem nada à vista. O máximo que poderia acontecer é uma tempestade aparecer, virar o barco e todos morrerem. Nosso problema é que somos os marujos que adoram as lendas do mar, acreditamos na Deusa Calypso ou Poseidon, e estamos esperando que uma sereia de beleza estonteante apareca ao navio em alto mar, se apaixone por nós, e por conjuração do diabo, saia em forma humana das águas e viva conosco feliz para sempre.
O problema é que não vivemos essa metáfora toda, se vivêssemos até poderíamos mesmo ficar sonhando com a Lenda da Sereia da Praia, mas não estamos. Estamos sentados nas nossas cadeiras, em frente ao computador, checando emails, eu, escrevendo isto e você, lendo.
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sábado, 1 de outubro de 2011
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Cabana de Madeira (parcialmente inativo)
Nossas mentes são tão profundas, que apenas os sonhos podem resgatá-las.
"Como dizia sempre a minha mãe, para conhecermos realmente uma pessoa, temos que saber de que ela tem raiva"
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Alguém me disse que:
"Se acordármos todas as manhãs, e dármos um sorriso, o resto do dia será como aquele momento"
"Se acordármos todas as manhãs, e dármos um sorriso, o resto do dia será como aquele momento"


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