terça-feira, 20 de agosto de 2013

O bom não reconhecido

Só pode ser burrice, passo meses escrevendo sobre coisas que me causavam angústia, meus problemas... e quando as coisas começam a melhorar não falo nada. Me vem na cabeça de escrever novamente quando estou gripada e carente, por ter afastado um pouco do namorado.
É ridículo, tudo que quero compartilhar são as coisas ruins, quando o que na verdade eu deveria compartilhar são as boas, e guardar as ruins no coração. Se eu tivesse certeza que eu conseguiria não faria ninguém se incomodar, nunca, com os meus sentimentos. Seria uma luz quando estivesse feliz, e não faria uma mínima sombra quando estivesse triste.
Se os momentos tristes passam, por que compartilhar com as pessoas? Por que querer fazer com que o outro tenha uma amostra do que você está passando? Não faria diferença nenhuma uma tristeza passar em branco do que espalhada a todos.
Agora, uma alegria pode inibir a tristeza oculta do outro, você pode fazer bem a alguém sem querer, e muitas vezes não compartilhamos, não soltamos uma faísca sequer.
Por que o coração humano é tão fraco? Por que somos tão inseguros e necessitados de atenção? Não somos capazes de suportar sozinhos nossos debates intrapessoais? Somos orgulhosos suficientes para ansearmos uma felicidade exclusiva?
Me prometo voltar aqui um dia, e falar de algo bom.

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