Hoje desci no meio do caminho do ônibus, e encontrei com o meu pai, a chuva estava forte e o ônibus estava cheio, era melhor eu descer ali enquanto dava para andar com o guarda chuva.
Atravessamos aquela avenida, sabe? Aquela, super nostálgica para mim, que tinha um lojinha, tipo uma papelaria, que eu sonhava com os papeis de carta perfumados que tinha lá.
Insistia tanto que um dia minha mãe parou o carro e comprou alguns para mim. Eu fiquei tão feliz naquele dia, com uma coisa tão boba.
Hoje aconteceu a mesma coisa, a chuva já estava quase no fim, fina e singela, naquele ponto em que as pequenas gotículas que caem do céu começam a brilhar como estrelas amareladas. O carro estava rápido, e repentinamente senti entre o vento que entrava pelas janelas abertas um cheiro que eu costumava sentir muito na minha infância, de vitamina de mamão.
Eu tinha certeza, é um cheiro que eu não haveria de confundir, e ele permanecia por boa parte da avenida, sem cessar, não entendia, não fazia sentido aquele lugar estar cheirando a vitamina de mamão.
Essa falta de explicação me deixou alucinada, assim como aquele dia, naquela mesma avenida, quando fiquei feliz por uma coisa boba.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
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Cabana de Madeira (parcialmente inativo)
Nossas mentes são tão profundas, que apenas os sonhos podem resgatá-las.
"Como dizia sempre a minha mãe, para conhecermos realmente uma pessoa, temos que saber de que ela tem raiva"
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Alguém me disse que:
"Se acordármos todas as manhãs, e dármos um sorriso, o resto do dia será como aquele momento"
"Se acordármos todas as manhãs, e dármos um sorriso, o resto do dia será como aquele momento"


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