Foi aí que eu pensei no blog, no próprio título dele, que era exatamente o que eu queria, e cheguei a conclusão que é sempre o que eu quero.
Por que eu comecei a escrever? Por insegurança ou por gosto? Por necessidade ou por descarga? Sempre que eu tenho algum problema, ou estou com alguma dúvida ululando na minha cabeça, sempre o que eu pensava era sempre na história da cabana, sozinha, até minha mente se reorganizar.
Acabei lembrando também de um livro que li há mais ou menos 1 ano, chamado "A Cabana". Foi um best-seller religioso que trata de questões que não aceitamos na vida, e toda a reestruturação do personagem se dá no fim de semana que ele passa na cabana de madeira em que sua filha de 6 anos fora assassinada, tendo conversas com a Santíssima Trindade apresentada de forma modalista. Lembro-me muito bem que fui tocada por este livro, me trouxe paz por um tempo em relação com o mundo.
Sei lá, comecei a falar de cabanas e acabei me perdendo do meu real problema.
Não tenho tempo pra minha reflexão pessoal, aquele dia que você se conecta em qualquer lugar, com cheiros, cores e sons. Não é uma meditação no meio da natureza, pode ser algo no alto de um prédio, sentindo o Sol, o vento da velocidade e o som de pneus no asfalto. Pode ser um banho demorado, em que se lava a cabeça umas 3 vezes, e depois usa hidratantes até enjoar de todas aquelas fragrâncias.
Preciso da minha cabana, além de estar explodindo, estou parada no mesmo degrau de evolução da mente há muito tempo, regredindo, perdendo o total controle de tudo a minha volta.


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